SOMP: síndrome dos ovários policísticos mudou de nome
A síndrome dos ovários policísticos passa a se chamar SOMP. Entenda o que mudou e o que isso significa para fertilidade, diagnóstico e tratamento.
Leitura em voz inativa.
Você sabe o que é SOMP? A síndrome dos ovários policísticos, uma das condições hormonais mais comuns entre mulheres em idade reprodutiva, passou a ter um novo nome oficial. A mudança foi publicada em 12 de maio de 2026 na revista The Lancet e apresentada no Congresso Europeu de Endocrinologia 2026, em Praga. Após 14 anos de estudo com a participação de 56 organizações científicas, clínicas e grupos de pacientes a mudança foi efetivada. Conheça o que mudou com o novo título da Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina.
O Brasil participou do processo por meio da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Segundo a entidade, a mudança pode ampliar a visibilidade da condição em políticas públicas e no financiamento à pesquisa.
Por que a síndrome dos ovários policísticos mudou de nome?
O problema com o nome antigo estava na ideia errada que ele transmitia. O termo “ovários policísticos” sugeria que a síndrome se resumia à presença de cistos nos ovários. Mas esses achados ao ultrassom são, na verdade, folículos com crescimento interrompido, não cistos verdadeiros. E a condição vai muito além dos ovários.
Conforme o consenso publicado no The Lancet, até 70% das mulheres com a condição permanecem sem diagnóstico, em parte porque o nome antigo gerava uma compreensão limitada da síndrome, tanto por parte de pacientes quanto de profissionais de saúde. A nova nomenclatura busca refletir com mais precisão o caráter hormonal, metabólico e multissistêmico da condição.
O que é a SOMP?
A Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina é uma condição endócrina-metabólica comum, associada a alterações hormonais, irregularidade menstrual, hiperandrogenismo, acne, queda de cabelo, aumento de pelos, infertilidade, resistência à insulina, maior risco cardiometabólico e impactos na saúde mental e na qualidade de vida.
A SOMP afeta mais de 170 milhões de mulheres no mundo, o equivalente a cerca de 1 em cada 8. No Brasil, é uma das condições hormonais mais frequentes entre mulheres em idade reprodutiva, e muitas chegam ao diagnóstico tardiamente porque os sintomas são variados e nem sempre óbvios. A resistência à insulina, presente na maioria dos casos, também aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2 a longo prazo.
O diagnóstico muda com o novo nome?
Não. A mudança de nomenclatura não altera os critérios diagnósticos. A SOMP continua sendo identificada a partir da avaliação de alterações como irregularidade menstrual ou disfunção ovulatória, hiperandrogenismo clínico ou laboratorial e achados ovarianos compatíveis, conforme diretrizes internacionais.
O diagnóstico não depende só de um exame de imagem. Ter ovários com aspecto policístico no ultrassom não confirma a síndrome, e nem toda mulher com SOMP apresenta esse achado. Por isso, o diagnóstico é feito pela combinação de história clínica, exame físico e exames complementares, incluindo hormônios e marcadores metabólicos como insulina e glicose.
Quem já tem diagnóstico de SOP não precisa refazer exames, atualizar laudos ou mudar o acompanhamento.
Como saber se tenho síndrome dos ovários policísticos?
Os sintomas variam bastante entre as mulheres, o que contribui para o diagnóstico tardio. Os mais comuns incluem:
- irregularidade menstrual ou ausência de menstruação;
- acne persistente, especialmente na região do queixo e pescoço;
- queda de cabelo ou aumento de pelos no corpo e no rosto;
- dificuldade para perder peso ou ganho de peso concentrado no abdômen;
- resistência à insulina;
- alterações de humor, ansiedade ou depressão.
A presença de um ou dois desses sinais não confirma a SOMP. O diagnóstico exige avaliação médica com ginecologista ou endocrinologista.
A síndrome dos ovários policísticos tem cura?
Não. A síndrome do ovário policístico é uma condição crônica, sem cura. Mas pode ser tratada para restabelecer a qualidade de vida da mulher e a fertilidade, caso seu desejo seja de ter um filho.
O tratamento varia conforme os sintomas e os objetivos de cada paciente. Para algumas, o foco está no controle do ciclo menstrual e da acne. Para outras, na resistência à insulina ou na fertilidade. O acompanhamento costuma envolver ginecologista, endocrinologista, nutricionista e, quando necessário, apoio psicológico.
Quem tem síndrome dos ovários policísticos pode engravidar?
Sim. Ter a síndrome não impede a gravidez, mas pode tornar a concepção natural mais difícil. A SOP causa infertilidade em até 40% das pacientes, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia.
Com acompanhamento médico adequado, muitas mulheres com SOMP conseguem engravidar. Os caminhos dependem do quadro de cada paciente e podem incluir mudanças no estilo de vida, medicamentos para induzir a ovulação, inseminação intrauterina ou fertilização in vitro. O desejo de engravidar, presente ou futuro, é um dado importante para o médico na hora de definir o tratamento.
Quando procurar atendimento médico?
Vale buscar um ginecologista ou endocrinologista quando houver irregularidade menstrual por mais de três meses, acne intensa que não responde a tratamentos comuns, aumento de pelos em regiões não habituais, dificuldade para engravidar após um ano de tentativas, ou suspeita de resistência à insulina.
A mudança de nome da SOP para SOMP coloca no centro da conversa o que a síndrome exige: atenção ampla, acompanhamento contínuo e tratamento que vai muito além dos ovários. Para quem convive com ela, o que muda de imediato é a perspectiva, não o tratamento.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.
Dúvidas mais frequentes
O que é a SOMP?
É o novo nome da síndrome dos ovários policísticos, oficializado em maio de 2026 por consenso internacional publicado no The Lancet. SOMP significa síndrome ovariana metabólica poliendócrina.
Por que a síndrome dos ovários policísticos mudou de nome?
O nome antigo sugeria que a síndrome se resumia a cistos nos ovários, o que é impreciso. A mudança busca refletir melhor os impactos hormonais, metabólicos, cardiovasculares e reprodutivos da condição.
A síndrome dos ovários policísticos tem cura?
Não tem cura, mas tem tratamento. Com acompanhamento médico, é possível controlar os sintomas, reduzir riscos metabólicos e preservar a fertilidade.
Quem tem ovários policísticos pode engravidar?
Sim. A síndrome pode dificultar a concepção natural, mas não a impede. Muitas mulheres com SOMP engravidam com acompanhamento médico e, quando necessário, com tratamentos de reprodução assistida.
Como é feito o diagnóstico da síndrome dos ovários policísticos?
O diagnóstico é clínico, não depende apenas de ultrassom. O médico avalia a combinação de irregularidade menstrual, sinais de hiperandrogenismo e exames laboratoriais. Quem tem ovários com aspecto policístico no ultrassom não necessariamente tem a síndrome.
Quem tem SOP precisa refazer exames com o novo nome?
Não. Os critérios diagnósticos e os tratamentos permanecem os mesmos. O que muda é apenas o nome oficial da condição.
Quais são os sintomas da síndrome dos ovários policísticos?
Os mais comuns são irregularidade menstrual, acne, queda de cabelo, aumento de pelos, dificuldade para engravidar, ganho de peso e resistência à insulina. Os sintomas variam entre as mulheres.
A PROTESTE
Gostou do conteúdo? Então, continue no MinhaSaúde para acompanhar outros artigos relevantes sobre bem-estar e saúde. Além disso, não deixe de visitar os blogs ConectaJá e SeuDireito para se manter informado sobre as novidades em tecnologia e os seus direitos como consumidor.
E lembre-se: caso você enfrente qualquer problema com empresas, a plataforma Reclame oferece um canal totalmente gratuito para mediar sua queixa diretamente com os fornecedores, buscando soluções amigáveis e ágeis.
Por outro lado, para quem busca uma proteção ainda mais reforçada, o Serviço de Defesa do Consumidor surge como um benefício exclusivo para associados. Esse serviço oferece orientação jurídica especializada e intervenção extrajudicial direta, permitindo que especialistas resolvam impasses de consumo sem a necessidade de acionar a justiça. Portanto, garanta o seu suporte agora mesmo: Associe-se.